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Professor Vicente Willians
 


Pessoal,

 

         Estou colocando um texto que fiz para a revista da APPAI/RJ (http://www.appai.org.br/media/projetosimagens/revistaeducar/edicoes/80/#/2/) sobre o tema Tecnologia na Educação. Não deixem de deixar comentários sobre o que acharam do artigo.

 

TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO: SUBVERSÃO OU SUBMISSÃO

 Vicente Willians do Nascimento Nunes[1]

 

A controvérsia sobre a importância da presença das Tecnologias Digitais (computadores, Internet, scanners, Datashow etc.) na escola já está, de certa forma, ultrapassada. Não cabe mais esse tipo de discussão, hoje, podemos afirmar, com certa margem de segurança, que a maioria das pessoas envolvidas com a educação tem consciência do quanto é necessário que alunos tenham contato com Tecnologias Digitais (TD) durante sua formação acadêmica.  

Nesse contexto é importante entender por que, embora ofereça diversos recursos que possibilitam o surgimento de práticas pedagógicas inovadoras voltadas para a aprendizagem participativa e contextualizada o uso destas tecnologias, em sua grande maioria, continua servindo para perpetuar práticas educacionais pautadas na ação do professor e na reprodução do conhecimento?

O encanto e fascínio que as TD exercem sobre os jovens e sua grande penetração nos diversos segmentos da sociedade nos obriga a (re) pensar de que forma serão integradas ao cotidiano escolar. O uso da palavra “integrada” ao invés de “incorporada” é proposital, nosso entendimento é o de que “integração” tem relação com a parceria que se estabelece entre os educadores e as TD na promoção de propostas pedagógicas condizentes com a sociedade atual, enquanto que “incorporação” nos remete a ideia de submissão, ou seja, quando é simplesmente incorporada a escola as TD servem apenas para perpetuar as metodologias que ali já existiam e que são, na sua grande maioria, pautadas em uma educação baseada na centralidade do professor. De que forma usaremos essas tecnologias? Para perpetuar as práticas pedagógicas do século passado? Ou para possibilitar aos nossos jovens uma educação que os prepare, de forma efetiva, para viver na sociedade atual e, mais ainda, que os tornem aptos a se adaptarem as mudanças que estão por vir.

Nossos alunos vivem em um mundo digital, a facilidade que apresentam para utilizar os aparatos tecnológicos é um aspecto marcante nessa geração, para Prensky  (2001), eles são os chamados nativos digitais essa classificação serve para caracterizar os jovens que utilizam as TIC e de forma mais específica as TD de maneira muito naturalizada em seu cotidiano. Os nativos digitais falam e agem em consonância com o mundo digital no qual vivem, a realização simultâneas de atividades como, digitar um texto, ouvir músicas, conversar on-line, postar (textos, músicas e vídeos) nas redes sociais ou em blogs não apresenta nenhum grau de dificuldade, pelo contrário, é algo muito comum no seu dia a dia, em contrapartida os imigrantes digitais, que são aqueles que não nasceram, mas obrigatoriamente, têm que se adaptar ao mundo digital sentem muita dificuldade em entender como é viver nessa sociedade. Embora já estejamos na sociedade da Informação uma parcela da sociedade, seja por falta de acesso ou de forma deliberada, continua a viver como se ainda estivéssemos, na sociedade Industrial. 

A sociedade da Informação está baseada nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) usadas na produção (individual e coletiva), aquisição, armazenamento e distribuição de uma vasta quantidade de informações.

É característica marcante dessa sociedade a convergência de diversas tecnologias. O celular é um exemplo clássico dessa convergência, pois, embora tenha surgido como um aparato tecnológico de comunicação móvel atualmente é usado como máquina fotográfica, filmadora, TV, GPS, computador, rádio etc., essa convergência amplia ainda mais a produção e o compartilhamento das informações que é a principal característica da Sociedade na qual estamos vivendo.

            Dentre as tecnologias que caracterizam a sociedade atual, a Internet merece um destaque especial por ser a principal responsável pela constituição de uma rede que possibilita uma integração sem precedentes na história da humanidade. Essa rede descentralizada e não hierarquizada produz, modifica, amplia e compartilha informações e conhecimentos que vão influenciar diretamente o nosso modo de viver. Aspectos culturais, profissionais e educacionais são diretamente afetados a partir das relações e eventos que emanam dessa rede composta por diversas outras sub-redes.

A escola tem a função de preparar para a vida em sociedade e embora não seja o único local onde ocorra a educação, é a instituição de referência para a realização dos processos de ensino e de aprendizagem, no entanto autores como Freire (2002) questionam a escola e classifica o seu formato de educação como “bancária” na qual o papel do professor é soberano, sendo ele o único a ter ação no ato da aprendizagem, cabendo aos alunos uma postura passiva na qual os conhecimentos são, supostamente, “depositados” em suas cabeças. 

O questionamento desse formato de educação é recorrente, pois vem sendo criticado desde o século passado. No entanto, na sociedade atual, essa proposta de ensino, baseada na centralidade do professor, se torna incabível quando levamos em consideração as características advindas da sociedade da Informação e dos nativos digitais que estão nas escolas. A possibilidade de colaboração, interatividade, compartilhamento e construção (individual e coletiva) de informações e conhecimentos que nos são ofertadas pelas TIC requerem uma nova proposta pedagógica, não, mas baseada na ação exclusiva do professor, mas na qual o aluno tenha participação ativa na construção dos seus conhecimentos.

 A educação baseada na transmissão de conteúdos se torna ainda mais sem proposito, quando sabemos que a sociedade da Informação é caracterizada, fundamentalmente, pela produção e disponibilização de informações e conhecimentos em larga escala, algo que nos leva a duas constatações: a primeira é sobre a necessidade de continuarmos estudando durante toda a vida, já que as informações e conhecimentos são atualizados de forma cada vez mais rápida e de forma constantemente, a outra constatação está relacionada à impossibilidade de definição de quais são os conhecimentos necessários para a uma formação plena, essa definição nunca foi uma tarefa fácil, no entanto, atualmente ela se torna ainda mais complexa, dada a quantidade e velocidade com a qual as informações e conhecimentos são produzidos. A educação não pode estar focada somente nos conteúdos, muito embora reconheça a importância da sistematização de alguns saberes, entendo que a educação do nosso século deve promover o desenvolvimento da autonomia do processo de aprendizagem, possibilitando que nossos educandos se tornem aptos a continuar construindo outros saberes ao longo de suas vidas.

A escola atual deve ter como principal característica a preparação integral de seus alunos, aqui entendida como uma formação que englobe aspectos relacionados não só aos conteúdos mais que contemple a formação de pessoas comprometidas com o bem da coletividade.

Discutir a escola na Sociedade da Informação passa também, por uma discussão do papel dessa instituição como um todo. Independente de que tipo de educação esteja em debate, é importante ressaltar que a escola sempre foi um espaço privilegiado para a construção do saber de forma colaborativa e contextualizada, as TD, quando usadas de forma crítica, somente ampliam essa possibilidade.

      As TIC, quando usadas de forma planejada podem favorecem a interatividade, colaboração e o aprendizado contextualizado, além dessas características esses recursos tecnológicos também são importantes para o desenvolvimento do exercício da autoria, aspecto importante em uma proposta de educação na qual o discente deixe de ser mero espectador e passe a ter ação efetiva no processo educacional.

A minha experiência docente em diversas escolas e Universidades nas quais trabalhei com alunos de todos os seguimentos desde a educação infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA) passando pela graduação e pós-graduação, tem mostrado que, atualmente, o uso das TIC é algo bem naturalizado para esses alunos apenas o pessoal do EJA apresenta maior dificuldade no uso das Tecnologias Digitais muito por conta da geração a qual pertence. Também percebo que os recursos digitais estão cada vez mais presentes nas escolas, o barateamento dos aparatos digitais é a principal causa do aumento da presença das TD nas escolas particulares e nas escolas públicas temos cada vez mais investimentos nessa área. Sendo assim, temos de um lado os aparatos tecnológicos cada vez mais disponíveis nas escolas (públicas e particulares) e de outro os alunos totalmente adaptados ao uso desses aparatos fica faltando então que professores se apropriem dessas tecnologias digitais em sua prática pedagógica para que possam proporcionar uma educação contextualizada e em consonância com as necessidades do século XXI.

 

 

FREIRE, P. Pedagogía do oprimido. 32. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

 

PRENSKY, M. Nativos Digitais Imigrantes Digitais. USA: De On the Horizon (NCB University Press, Vol. 9 No. 5, 2001. Versão traduzida disponível em                              <http://www.colegiongeracao.com.br/novageracao/2_intencoes/nativos.pdf> Acessado em 13/04/2012.

 



[1] Mestre em Educação pela Universidade Estácio de Sá UNESA/RJ na linha de pesquisa Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nos processos de ensino e aprendizagem. Coordenador do Núcleo de Tecnologia Educacional (NUTE) do Colégio Cruzeiro de Jacarepaguá. Professor dos cursos de especialização e graduação nas universidades UNESA, SENAC e Candido Mendes, ministrando aulas nas disciplinas da área de Administração, Informática e Educação nas modalidades presencial e on-line. Também elabora e ministra cursos na área de Tecnologia Educacional para professores de escolas públicas do Rio de Janeiro e do Mato Grosso.  Palestrante da APPAI.

 



Escrito por nick às 15h11
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Palestra realizada na APPAI

 

Pessoal,
  
    Estou disponibilizando o material da palestra realizada na APPAI  - http://www.appai.org.br/ sobre as Tecnologias Educacionais.
Assistam e deixem seus comentários.

Saúde e felicidade para todos.

 



Escrito por nick às 20h47
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Olá Pessoal,

           Como faço sempre...começo me desculpando pelo tempo que fiquei sem fazer postagens no blog e com a promessa de diminuir esse intervalo.

           Em 1997 publiquei um texto (não me arrisco a chama-lo de artigo...rsrsrs) para o Proinfo e como não foi publicado em outro local vou aproveitar esse espaço para publica-lo novamente. Tenho um carinho enorme por esse texto, não só por ser o primeiro no qual falo sobre o uso da Informática na educação e principalmente por ser resultado do início da minha caminhada na área de tecnologia educacional.

Esse é o texto.....

Mudando paradigmas

Conhecendo a informática educacional

(disponível na Biblioteca Digital do Proinfo – http://www.proinfo.mec.gov.br/)

Meu primeiro contato com a Informática Educacional foi em 1993. Nesta época, ministrava aulas de informática em um Curso Profissionalizante de Ensino Médio (2º Grau). Estava visitando uma Feira de Informática realizada no antigo MEC e, neste evento, além da exposição de stands, seriam realizadas algumas palestras. Vendo o programa daquele dia, achei que seria bastante interessante assistir a uma palestra sobre Inteligência Artificial. Antes desta palestra haveria outra sobre Informática Educacional?!. Eu não tinha idéia do que se tratava, mas, como tinha que esperar pela palestra sobre Inteligência Artificial, fiquei no auditório. Para tentar encurtar essa história, posso dizer que aquela palestra sobre Informática Educacional mudou de forma radical a minha postura quanto ao que pensava ser educação.

Os relatos e questionamentos levantados pelo palestrante me fizeram repensar sobre tudo que considerava ser o "papel de um professor". A partir daquele momento, comecei a entender que nem sempre ou até, por que não dizer? Quase nunca é o aluno o único responsável pela sua dificuldade de aprendizado. Entendi que para se trabalhar com educação é necessário um "algo mais", que não dá para explicar, algo que faz com que você aceite participar de um processo de construção. Trocando em miúdos, depois desta palestra procurei estudar e conhecer mais sobre Informática Educacional. Através dos estudos feitos nesta área, comecei a modificar minha postura frente aos problemas de aprendizagem dos meus alunos, procurando tratar cada um como sendo único, respeitando sua individualidade ajudando-os perceber a importância de estarem aprendendo algo para ser utilizado em sua vida. É importante ressaltar as dificuldades encontradas neste período, pois eu era o tipo de professor "turrão", que acreditava estar "dando" uma aula maravilhosa e que todos os alunos deveriam ficar muito satisfeitos e atentos à mesma.

Esta minha nova postura não me trouxe problemas com os alunos; pelo contrário, a minha relação passou a ser muito mais prazerosa. Uma das observações mais importante que fiz neste período foi a de que a relação professor/ aluno melhorou muito gerando o companheirismo e Os problemas que não tive com os alunos foram os encontrados com meus colegas de profissão e com a coordenação da escola, pois todos achavam que minha nova postura contrastava com a da maioria dos outros professores. Só para exemplificar esta fase, houve um dia em que, como sempre acontecia, estávamos em um Conselho de Classe, e os professores começaram a falar das dificuldades que a maioria dos alunos tinha em assimilar os conteúdos "tão bem explicados". Como já era de costume, estávamos todos indo para o lugar-comum de falar que os alunos não conseguiam aprender, usando, inclusive, expressões bastante grotescas. Diante deste panorama, tomei a atitude de perguntar à Diretora da escola, que participava do conselho, se aquela reunião se resumiria ao levantamento dos problemas de alunos. Ela pediu para que eu fosse mais claro em minha indagação. Relatei, então, que já estava na escola há quatro anos e que em todos os conselhos eram levantadas as mesmas dificuldades, algo que devo reconhecer que também era feito por mim um tempo atrás. Falei que o importante seria que, além de estarmos levantando os problemas, também estivéssemos fornecendo sugestões sobre como solucioná-los. Para minha "grande" surpresa, alguns professores pensavam da mesma forma que eu. Aproveitando o fato de já ter conseguido fazer com que os professores entendessem que, pelo menos em parte, eram responsáveis pelas dificuldades dos alunos, sugeri que fosse criada o que chamamos na época de "aula de reforço", e fazer nessas aulas, algo "diferente", utilizando outros recursos que não fossem somente o quadro-negro e o giz. Neste momento o grupo se dividiu, pois para alguns a solução estava no aumento da quantidade de aulas; já outros sabiam que o problema não era a quantidade e sim a qualidade dessas aulas. Meus argumentos não foram aceitos por todos, porém alguns professores abraçaram a ideia por completo e nas suas aulas começaram a utilizar filmes, palestras de profissionais da área, etc. Um dos maiores ganhos que tivemos foi à criação de projetos integrados com a utilização da Informática como recurso de interação.

Nesta oportunidade os alunos começaram a perceber que as disciplinas não são coisas isoladas; perceberam, também, a importância de se aprender determinados conteúdos das disciplinas para solucionar problemas. Outra constatação importante que tive dessa experiência foi a de que, quando o aluno não participa somente como espectador, os resultados são muito mais expressivos e comprometidos.

Conhecendo o berço da Informática Educacional

Quando acreditava ser um mestre em informática educacional, tive diversas surpresas. Vim trabalhar na Trend Tecnologia Educacional e fiquei sabendo que se tratava da mesma empresa na qual trabalhava aquele palestrante a que assisti no evento do MEC, e que me fez rever conceitos antes imutáveis na minha prática pedagógica. Porém, esta foi apenas à primeira das surpresas. A maior delas foi quando percebi que deveria permitir que os alunos descobrissem suas soluções e seus próprios caminhos, e que meu papel era o de auxiliar nesta caminhada.

Mesmo para mim que já estava acostumado a trabalhar de forma "diferente", achava um pouco estranho ser professor "sem ensinar", ainda mais pelo fato de ser um professor de curso profissionalizante em que se trabalha de forma totalmente sistematizada. Eu ficava me perguntando: e se o aluno não descobrir? E se ele não aprender nada? Eu serei o culpado? Como eles vão me considerar como professor se minha disciplina (informática educacional) não tem nota? Qual será a minha importância na vida daquele aluno? O aluno não está acostumado a pensar, o sistema escolar entrega tudo definido; por que só eu tenho que fazer tão diferente? Bem, essas perguntas, embora sendo bastante angustiantes, foram sendo respondidas. Entendi que, para o aluno querer descobrir, era necessário que fosse instigado; que, para aprender, ele teria que saber a importância daquele aprendizado na sua vida; e que, para ser considerado professor, não é preciso ter o poder de dar nota, basta despertar o interesse dos alunos.

É claro que para chegar a este estágio tive que passar por várias etapas, sendo que a primeira e mais importante era a de acreditar naquilo que falava, pois nós só podemos convencer alguém de algo em que nós próprios acreditamos. Uma coisa muito importante nesta época era o fato de saber que todos nós, professores da empresa, estávamos na mesma situação, o que fez com que recorrêssemos uns aos outros, buscando idéias e trocando experiências de sala de aula. Naquela época já usávamos a inteligência coletiva, hoje tão discutida. Conseguimos avanços significativos, pois, além da experiência em sala de aula, também contávamos com total apoio da empresa, que nos oferecia oportunidade de estar sempre atualizado com o que havia de mais moderno na área de Tecnologia Educacional e nos oferecia momentos de troca.

Mesmo tendo diversos avanços no trabalho com os alunos no laboratório, descobrimos que utilizar o computador não era o único e nem o principal objetivo da Informática Educacional, pois isto poderia ser feito em qualquer um dos muitos cursos existentes no mercado; o grande ganho no uso desta tecnologia nas escolas era a forma que ela poderia ser utilizada no processo pedagógico. Foi, então, que começamos a elaborar projetos, tendo a informática como recurso de interatividade, fazendo com que os alunos ao trabalharem as diversas disciplinas utilizassem a informática, tornando a aprendizagem mais interessante, pois, ao invés de estarem sentados, apenas assistindo ao que está sendo falado pelo professor, eles atuavam diretamente na construção do seu conhecimento. O nosso trabalho com projetos foi ficando cada vez mais intenso, pois com a dimensão que informática começou a ter em todas as áreas, não só na educação, mas em toda a sociedade, tivemos cada vez mais a participação dos professores e realizamos projetos cada vez mais interessantes.

Quando fui chamado para assumir a coordenação do curso técnico na empresa, procurei me inteirar ao máximo sobre tudo o que a ele se relacionava. Comecei pela lei que regulamentava os cursos profissionalizantes. Pode parecer incrível, mas enquanto era "só" professor, nunca tinha dado atenção a LDB. Assim, a nova LDB foi o meu objeto de estudo. Como já tinha começado a ver o que a lei dizia sobre cursos técnicos, aproveitei para estudá-la por inteiro, e foi muito interessante descobrir que sua estrutura era bem parecida com o que nós da empresa pensávamos sobre educação, algo do tipo valorizar mais o caminho do que o resultado, não supervalorizar o erro, etc. Bem, faltava, agora, fazer com que nossos professores entendessem que "nota" não poderia ser a única maneira de fazer com que os alunos tivessem interesse em nossas aulas. Só para exemplificar o que estou falando, havia um professor que, quando foi chamado para trabalhar no curso técnico, disse o seguinte, "Legal! Agora já posso mandar aluno para fora de sala! “.

Diante deste panorama, tenho procurado dar uma ênfase muito grande ao que diz respeito à relação "aluno / professor". Cada vez torna-se mais necessário estar preparado para trabalhar não só com o conteúdo do curso, mas também com a parte afetiva de nossos alunos, pois acreditamos que é importante para a aprendizagem o interesse do aluno, nestas aulas, assim como é importante a postura do professor para com estes alunos. Em nossas aulas procuramos utilizar diversos recursos, pois, já que estamos formando técnicos em informática, nada mais natural que tenham contato com os recursos existentes nesta área, além de estarmos sempre relacionando nossas aulas com o cotidiano que encontrarão no mercado de trabalho. Se for para trabalhar com programação, então vamos fazer um programa sobre como registrar as notas da turma, calcular médias finais, etc.; se a disciplina for manutenção, vamos abrir um computador e mexer de verdade Este trabalho tem sido muito gratificante, pois é uma forma prática de responder perguntas do tipo: onde eu usarei isto. Acho que este é o nosso diferencial. Outra particularidade do curso é o fato de que, mesmo tendo professores com formação bastante técnica (tecnólogos, analistas, engenheiros, etc.), conseguimos ter uma boa dinâmica pedagógica em nossas aulas; com certeza, isso ocorre por serem aqueles professores os mesmos que, desde o início de nosso trabalho na Trend, vinham revendo sua postura diante dos alunos, convergindo para uma verdadeira mudança de paradigma educacional.

Falar de profissionalização nos dias de hoje é algo extremamente delicado, pois a única coisa que podemos garantir nesta área é que as exigências do mercado de trabalho atual serão quase que obsoletas dentro de 2 ou 3 anos. Logo fica claro que é necessário oferecer um plano de curso bastante abrangente e, mais ainda, capacitar nosso alunos a conseguirem se adaptar às mudanças que estão por vir.

O que nos cabe, como educadores que somos, é saber que estaremos sempre diante de obstáculos, que nunca estaremos prontos, e que crescemos a cada dia com nossas experiências e com as de nossos alunos. Ou seja, cada professor deve ser um eterno aprendiz.

 

 Aguardo seus comentários e críticas....

Saudações a todos...



Escrito por nick às 07h59
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Olá pessoal, fiquei um tempo sem postar no meu blog o tempo é, com certeza, um grande limitador do homem...

            Neste intervalo iniciei o Mestrado em Educação na linha de pesquisa: Tecnologias de Informação e Comunicação nos Processos Educacionais, ou seja, a minha cara, pois minha atividade profissional aborda justamente isto: A relação da Tecnologia com a educação, devo confessar que as minhas expectativas foram amplamente superadas, pois os conhecimentos, que tenho adquirido estão me ajudando muito, não só a intelectualizar as coisas que já tinha contato na minha vida profissional, mais também a adquirir outros conhecimentos que são bastante pertinentes a minha prática profissional, vou falar um pouco destas minhas novas descobertas aqui neste espaço:

Actantes

            Este é um dos termos que tive contato através do meu orientador, "Alberto Tornaghi", que tem me ajudado bastante nesta caminhada, tenho certeza que já estou e vou crescer muito com esta orientação...

            Mais vamos falar sobre o termo actante... Este termo serve para categorizar os elementos das redes que são responsáveis pela construção do conhecimento, segundo (Latour, 2000)  o conhecimento é construído através da ação de vários elementos (nós) destas redes, alguns destes elementos são humanos (atores) e outros não, são seres inanimados, que atuam e contribui mesmo não sendo humanos e que por este motivo são chamados de actantes...um exemplo clássico para entendermos o papel do actante é a importância da luneta na construção do conhecimento de que a terra não era o centro do universo, pois esta descoberta só foi possível quando Galileu apontou a LUNETA para o céu...é claro que o mérito desta descoberta é de Galileu, mais de que maneira ele chegaria a tal constatação sem o uso da LUNETA, ou seja, mesmo não sendo um ator(pois não é humana) a LUNETA atuou nesta descoberta e por isso é classificada como actante, este conceito é muito interessante, também, pelo fato de não hierarquizar a importância dos diversos actantes no que se relaciona à construção do conhecimento.

Bem esta foi somente a introdução do meu texto, pois daqui para frente eu vou me referir muito a um actante em especial, que chamamos de TIC - Tecnologias de Informação e Comunicação, o papel deste actante na construção do saber é o meu objeto de estudo e este será um dos espaços que estarei utilizando para publicar os resultados de minhas pesquisas e descobertas sobre o tema "TIC e educação.

O primeiro assunto que vou tratar sobre o tema é a minha experiência na implantação do GETE (Grupo de Estudos em Tecnologia Educacional)

O GETE é uma proposta diferente no que se refere a capacitação de professores para a utilização das TIC na escola, pois mais do que entender o funcionamento técnico destas tecnologias, acredito que seja importante uma discussão sobre o papel que este actante "TIC" pode exercer na nossa prática educacional, hoje, sabemos que as informações estão disponíveis em diversos meios (digitais e analógicos) e que o papel do professor não pode se limitar a somente apresentar estas informações, até mesmo por que os nossos alunos podem acessá-las com extrema facilidade, o professor deve, acima de tudo, ser um instigador e mais ainda, buscar desenvolver em seus alunos a capacidade de absorver de forma crítica toda esta gama de informações disponibilizadas.

Acredito que através do estudo e discussão oportunizado pelo GETE poderemos desenvolver estratégias para que nossos alunos tenham uma postura crítica e acima de tudo ética frente a esta enxurrada de informações.

Apresentei este projeto no VII Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC), evento realizado pelo programa de mestrado em educação da UNESA.

Para ter acesso ao artigo do GETE visite o endereço:

 http://etic2009.wordpress.com/artigos/

Aguardo os comentários de todos sobre o tema.

 

Saudações e feliz 2010 para todos....

 

Vicente Willians 



Escrito por nick às 09h38
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Tecnologia Educacional

Segundo a AECT (Association for Educational Communications and Technology)  a definição mais atual sobre Tecnologia Educacional é o estudo e a prática ética de facilitamento de aprendizagem e melhoria do desempenho, por meio da criação (designer), uso (ensino) e gestão de processos e recursos tecnológicos apropriados.

Pois bem, como foi definido pela AECT, Tecnologia Educacional engloba uma infinidade de fatores ligados ao uso do computador e outras Tecnologias digitais no âmbito educacional.

Atualmente a Tecnologia ocupa lugar de destaque na educação, por oferecer facilidades na área administrativa e na área educacional. Na área administrativa, podemos observar que poucas são as escolas que não desenvolveram ou adquiriram um sistema, para o controle de notas, controle financeiro, matrícula e comunicação com as famílias, afinal de contas é muito bom poder receber, via e.mail ou acessando o site da escola, informações atualizadas sobre as “avaliações” e “comportamento” de nossos filhos, algo que  geralmente, quando é encaminhado pela agenda não é muito bom, acaba “extraviando” antes de chegar as nossas mãos, quem tem filhos sabe do que estou falando.

A comunicação digital oferece eficiência e velocidade, tornando muito mais satisfatória à relação entre a escola e a família, estreitando os laços e o envolvimento na melhoria da educação, o desafio atual é fazer com que não só os responsáveis, mais todos os participantes da comunidade escolar se apropriem destes recursos.

Outro aspecto da Tecnologia Educacional esta relacionado ao seu uso na sala de aula propriamente dita, ou seja, a Tecnologia potencializando o aprendizado e a formação de indivíduos que possam construir o conhecimento de forma crítica, contribuindo para a melhoria de nossa humanidade.

Diversos são os fatores que dificultam a utilização satisfatória dos recursos Tecnológicos na aprendizagem, neste texto vou abordar, o que para mim, é o fator mais significativo para esta dificuldade:

Professor formado no mundo analógico ensinando em um mundo digital.

            Acredito que esta seja a última geração de professores analógicos (que foram educados sem a utilização do computador), e talvez seja a que mais sentirá dificuldade em usar a Tecnologia digital na prática educacional, muitas são as causas: Achar que é muito complicado aprender isto tudo, na altura do campeonato, por medo de que os alunos possam se aproveitar do fato de dominarem mais e melhor os computadores, por acreditar que suas aulas são tão “boas” sem a Informática que seria perda de tempo, mudar sua forma de lecionar, com certeza você já ouviu, ou até mesmo já falou, “O professor tal leciona muito bem, sem usar o computador”, eu concordo com esta afirmativa, no entanto, posso apostar que, se ele já leciona muito bem sem o computador, a sua qualidade como docente poderia ser potencializada com a tilização da Tecnologia, ou alguém conhece, uma fonte de pesquisa mais completa e atualizada que a Internet? Pois bem é neste ponto que eu gostaria de tocar, a Informática não veio para fazer com que os professores sejam classificados como modernos (digitais) e arcaicos (analógicos), muito pelo contrário, é através da sua utilização que poderemos compartilhar a experiência e conhecimentos destes profissionais, potencializando estes saberes e fazendo com que possam ser compartilhados de forma mais dinâmica, o que trará benefícios diretos para os nossos alunos. Usar a Tecnologia também, possibilita a utilização de recursos multimídia, algo que é muito comum para a geração atual, pois, o mundo atual pode ser caracterizado pela produção de informações no formato multimídia, ou seja, não basta ler, temos que ouvir, ver e em um futuro muito próximo sentir a informação, acredito, que o que teremos no futuro será a interação de forma automática,  com as noticias. E é dentro deste contexto que se torna cada vez mais indispensável a integração das Tecnologia de Informação e Comunicação, formação acadêmica, independente da área de conhecimento que estajamos inseridos. Para que isto ocorra efetivamente, é necessario que nossos professores estejam adaptados a estas Tecnologias, afinal de contas, como podemos formar pessoas para a utilização eficiente, crítica e principalmente ética das TICs, se não temos este conhecimento? Na próxima postagem vou falar um pouco sobre os estudos desenvolvidos para a solução deste problema.

 

Obrigado por visitar meu Blog e não deixe de comentar e deixar o seu e.mail para contato.

 

Vicente Willians

Pesquisador da utilização da TIC na melhoria da Educação



Escrito por nick às 11h51
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Olá sejam bem vindos,

        Obrigado por visitar meu blog, neste espaço vou falar sobre assuntos relacionados à prática educacional com o apoio da Informática, espero oferecer e receber contribuições de colegas, alunos e demais pessoas que se interessem pelo tema EDUCAÇÃO, mais especificamente no que se refere a utilização da Tecnologia na educação.

 Nesta primeira postagem estarei abordando o tema TECNOLOGIA

        Podemos definir a Tecnologia como o estudo (LOGIA) de novas formas de se fazer algo (TECNO). É errado acreditar que a Tecnologia é algo novo, pois, desde primórdios da nossa humanidade estamos sempre mudando a forma de fazer as coisas, a evolução acontece quando nestas tentativas conseguimos efetivamente ter um ganho com esta mudança. Como exemplo, citaremos o  avião, que embora tenha seus percalços, nos proporciona a possibilidade de aproveitar melhor o tempo, para se ter uma idéia uma viajem para Porto Seguro/BA partindo do Rio de Janeiro de carro, leva algo em torno de 17h, pois bem, esta mesma distância, pode ser feita em 40 minutos, usando um transporte aéreo. Este é só um dos diversos exemplos, que poderíamos descrever relacionados a Tecnologia, poderíamos citar muitos outros e farei isso durante as minhas próximas postagens. Podemos descrever dois fatores que identificam a Tecnologia, de forma significativa seriam eles:

“A Tecnologia modifica o comportamento social”

Afinal de contas a sua vida não é a mesma sem o celular, pois hoje, todos nós estamos de certa forma muito mais acessível, é claro que isto às vezes é ruim, mas mesmo assim hoje não nos imaginamos sem nosso celular.

“A Tecnologia é imprevisível"

Alguém imaginaria que a Internet, que foi desenvolvida para proteger as informações dos USA durante a guerra fria, se tornaria uma forma das pessoas iniciarem um relacionamento que muitas das vezes se tornam casamento, com certeza você conhece alguns casamentos que começaram no MSN, Orkut etc.

Bem este é o começo, nas próximas postagens estarei falando mais sobre tema.

            Obrigado por visitar este espaço, não se esqueça de deixar seu comentário.

 

Saudações e felicidades para todos

 Vicente Willians 

 



Escrito por nick às 13h24
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Escrito por nick às 11h20
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